Editorial

'Cassar ministros e fechar o Supremo é ditadura', diz MK; ouça o comentário

Mário Kertész comenta principais assuntos da semana e lamenta manifestações contra o STF

['Cassar ministros e fechar o Supremo é ditadura', diz MK; ouça o comentário]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Metro1 no dia 18 de Novembro de 2019 ⋅ 07:45

Mário Kertész comentou a manifestação ocorrida neste final de semana em diversas capitais do país, em protesto contra a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). Os principais alvos dos manifestantes foram os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que tiveram protagonismo nos julgamentos relativos à prisão em segunda instância.

Para MK, os movimentos que pedem cerceamento do Judiciário remetem aos movimentos autoritários vistos na ditadura militar. "O STF deve, como qualquer organização, estar cheia de erros. Não tenho dúvida. Mas cassar o STF, os ministros e fechar o Supremo, significa ditadura. E no Brasil muita gente quer a ditadura, inclusive gente do próprio governo. Ou a gente adota um estado de horror à imbecilidade ou a gente luta contra isso em favor da democracia. Continuo desejando que ele acerte, claro. Ou é isso, ou a gente bate palma para tudo até um dia virar contra nós mesmos", afirmou.

No editorial desta segunda-feira (28), Mário Kertész também comentou a fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub, contra usuários do Twitter. No final de semana, ao comentar a Proclamação da República, comemorada no feriado de 15 de novembro, o chefe do MEC chegou a xingar quem discordava dele. "Ele fala numa grosseria e numa agressividade. Qual o exemplo que isso passa para o Brasil? Já temos um presidente que coloca coisas obscenas no Twitter dele. Gosta de falar de cocô, de dia sim e dia não, e outras coisas como transmissões ao vivo com o secretário que fala que o peixe é inteligente para desviar do óleo. Até onde nós brasileiros merecemos que o Brasil fique mais próximo dessa baixaria, decadente, para ficar próximo de Donald Trump?", questiona MK.

Mário Kertész também falou da ida do presidente Jair Bolsonaro à Vila Belmiro. O chefe do Poder Executivo compareceu ao estádio, na cidade de Santos-SP, e viu de perto o empate do Santos com o time do São Paulo em 1 a 1. Bolsonaro foi vaiado por torcedores, mas também ouviu o coro de "mito" por parte de simpatizantes. "Uma parte considerável da população gosta disso. Emílio Garrastazú Médici, um dos mais duros presidentes da ditadura militar, que foi golpe sim, foi duríssimo e ia para o estádio de futebol com radinho de pilha. Achavam simpático. Sugiro ler os artigos de Elio Gaspari e Jânio de Freitas sobre isso", aponta o âncora da Metrópole

Confira o comentário na íntegra:


 

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